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Dicas

Não é minha, mas quero decorar

Publicado em 10.05.2022 |
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Confira 5 erros de um inquilino ao arrumar seu lar provisório

inquilino

Não ter sua casa própria não significa não ter sua decoração própria. Mesmo morando de aluguel você pode (e provavelmente quer) colocar sua personalidade no ambiente em que passa tanto tempo da vida.

Mas não dá para negar: não ser dono do imóvel limita um pouco suas possibilidades nesse quesito. É preciso lembrar que o proprietário tem direito de vetar certas coisas mais invasivas, como reformas ou alterações que violem o acordo feito em contrato.

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Preparamos uma lista de erros mais comuns que os inquilinos cometem quando resolvem deixar a casa com a sua cara:

1 – Destruir o que já está ali

Aqui estamos falando inclusive com quem tem animais de estimação, por exemplo. Para começar, é sempre primordial conversar antes de alugar qualquer imóvel sobre a possibilidade de ter um bichinho. Muitos prédios têm regras bem restritas a essa respeito, incluindo multas e outras sanções.

por que meu cachorro fica arranhando a porta 23900 1 600

Dito isso, é sempre bom lembrar que mesmo tendo essa liberação, você deve cuidar para que ele não estrague qualquer coisa que tenha sido deixada pelo locador, bem como partes da estrutura (em caso de cachorros grandes, por exemplo).

A mesma regra se aplica a qualquer intervenção que for feita por você. É tipo aquilo que a mãe fala para um filho pequeno: não quebre nada que não é seu.

2 – Pintar sem autorização

Talvez você não goste da cor do seu lar provisório. Normal, não foi você que escolheu esse e outros detalhes da casa em que vai morar, pelo menos por um tempo. E tudo bem querer mudar, desde que o dono saiba disso e concorde. Não faça esse tipo de intervenção por conta própria.

como pintar uma parede rebocada capa

Pergunte, mesmo sabendo que pode acabar ouvindo um frustrante “não”. Afinal, nem todo inquilino vai ter o mesmo gosto que você e pintar paredes é uma intervenção que pode trazer transtornos: cores mais escuras, por exemplo, são mais difíceis de desfazer após o fim do contrato.

3 – Fazer consertos por conta própria

Eu sei que dificilmente algum proprietário vai reclamar de melhorias feitas no seu imóvel. Mas, ainda que seja para o bem, mexer nas coisas da casa é uma decisão do proprietário. Essa hierarquia deve ser respeitada. Quem pagou pela casa (e paga também a maior parte das melhorias e manutenções que precisam ser feitas ao longo dos anos) tem o direito de decidir como e por quem será feito qualquer eventual reparo. Afinal, se algo for mal feito, por exemplo, quem terá de lidar com as conseqüências é o locador.

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4 – Não se atentar ao contrato

Leia tudo antes de assinar. Muitas das coisas que você talvez queira fazer depois podem já estar vetadas no documento. E, por isso, é algo para tentar negociar antes de fechar o negócio, não é mesmo?

Conforme acontecem situações com inquilinos, os locadores tendem a ir acrescentando cláusulas bem específicas para as locações futuras. Até mesmo coisas bem banais, como fazer furos na parede para colocar quadros. Muitas vezes quando se incomodam com alguma atitude de alguém que passou pela casa os donos já tentam evitar que os próximos moradores façam o mesmo. Cabe a você mostrar suas intenções e, quem sabe, conseguir alguma exceção a essas regras.

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5 – Falhar na comunicação

Tudo se resume a conversar. Qualquer dos erros citados até agora (e outros que não estão nessa lista) podem ser evitados com simples perguntas diretas e objetivas. E algumas proibições e definições do locador podem até ser negociáveis com uma boa retórica. Não custa nada tentar, não é mesmo?

Principalmente no início do contrato é preciso estabelecer uma comunicação clara e transparente. Evita mal entendidos, desgastes, multas e até mesmo eventual quebra do contrato. Entenda o locador como dono, aceite que os direitos sobre o imóvel são dele e deixe claro sua intenção de tornar aquele espaço o mais próximo possível de um lar.

Equilibrando essas questões é bem provável que todos saiam satisfeitos dessa transação comercial que é ao mesmo tempo tão pessoal.

Texto: Adriele Nardelli - jornalista e redatora Prego e Martelo